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A noite vazia. Todo meu ser silencia: Cadê a poesia? Noite infeliz, Por quê estou tão triste? Estou sozinha. Noite escura Fria, sem estrela ou lua, Sinto-me vazia. A noite fatal Que prenuncia o punhal Em meu coração Lua nova, negra Revela o oculto. Vejo os vultos Na escuridão, Vejo sombras e vultos, De gente morta Minha solidão Tão só, na noite negra, Penso em morrer Não quero mais ver A violência noturna. Fecho os olhos Noite serena, Cheiro de açucena, Eu morro em paz. |
Silêncio brutal, Quebrado pelo grito. Noite sepulcral. Na noite malsã Insana lua fulgura Que traz loucura. Percebo no céu Uma luz, sozinha, triste, Estrela órfã Lua negra no céu, Sinto Maya velada, Cortando o céu Noite tão bela, Em meu ser de donzela Sinto luxúria Estranha noite Já sinto o açoite Rasgar minh'alma. |
Perco-me na rua Não sei mais onde estou. De onde eu vim? Sento-me no chão, Olho estrelas no céu. Para onde vou? Quem é você? Eu? Eu e você somos Um? Eu não sei dizer Não sei de nada, Nem da vida, nem de Deus, Você saberia? (29 e 30/05/2003) | ||
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