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A Fênix
Esta noite, apesar de não ter tido febre,
eu estava febril...
Tive sonhos sem sentido, vi coisas estranhas.
Mas, principalmente, vi a minha própria sombra...
E tive medo de mim mesma.
Senti angústia,
Repulsa, asco, pena, raiva...
Vi meus erros, meu lado negro, egoísta,
frívolo, infantil, ridículo e absurdo.
Desejei sumir, arder em chamas, morrer, desaparecer...
Então me encolhi e chorei lágrimas quentes
e sinceras de arrependimento.
E, como uma fênix, desejei arder
e me consumir pelo fogo transformador
e purificador do espírito...
Fechei meus olhos, entregando-me ao sono eterno...
...Morri,
Pode-se dizer...
Para hoje de manhã novamente renascer,
Despertando para uma nova fase do meu viver,
Tal qual a fênix sagrada, em minha pele tatuada...
(Thais Drimel - 25/10/2004)
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