Inebriante
Quero provar o mel dos teus lábios
e gozar sob o teu corpo,
sentindo o jorro quente a invadir
o meu ser, inebriando-me de prazer.
Quero sentir o teu sexo
movendo-se dentro de mim,
num êxtase tão sagrado, que chega a ser profano.
Quero deixar-te inebriado, enfeitiçado, maravilhado,
até que tudo o mais perca o nexo,
e só nos reste o gôzo e o sexo,
a paixão, o fogo, o amor e o prazer...
Quero levar-te ao Paraíso comigo,
para que te lembres do inferno
que é estar longe de mim,
e venhas sempre correndo,
implorando por meu ser!
Quero dar-te todos os prazeres,
para que sintas a loucura que tenho por ti,
e nunca me abandones ou
me prives do teu ser e do teu corpo.
Quero gozar contigo, ao mesmo tempo,
nem antes, nem depois,
para que não penses que sou egoísta ou fria.
Quero explorar e conhecer teu corpo,
talvez até mais do que conheço o meu.
Pois amo cada átomo teu!
Quero amar-te aos poucos e de uma só vez,
por partes e por inteiro, por dentro e por fora.
Pois o meu amor é como uma febre,
que afogueia minhas faces,
e incendeia e estremece o meu corpo.
Amo-te como louca, pois sou louca por ti!
E também quero que sejas louco por mim
e como louco me ames...
Ontem...
Hoje...
Amanhã...
E sempre!
(12/09/2004)
Erótica
Cada toque seu,
cada sussurro,
cada insinuação
que você faz,
cada olhar guloso...
É tudo tão gostoso e prazeiroso,
que me enche de tesão
e todo o meu ser transborda de desejo e de malícia,
de gôzo e de delícias!
Ah!!! Como eu amo as suas carícias!
Suas mãos atrevidas,
penetrando por sob a minha roupa,
desabotoando, desamarrando,
soltando laços e fitas,
rasgando a lingerie com os dentes,
me desnudando,
me violando,
me seduzindo,
me amando,
me amarrando,
me libertando,
me penetrando,
me fazendo gozar como nunca...
Ah! Como eu te amo!!!
(04/11/2004)
Venha!
Venha, se você se atrever!!!
Venha a mim, se ousar
ter o prazer que posso lhe dar!!!
Se tiver a coragem de pagar o que eu vou cobrar!!!
Venha, se for forte e não temer a própria morte!!!
Venha, se for capaz de desafiar a própria sorte!!!
Caso contrário, permaneça aí, onde você está,
encolhido de medo e tédio, nessa mesmice,
nessa falta do que fazer, nesse não ser,
não sonhar, não viver!!!
Não se aproxime de mim,
sem ser capaz de me enfrentar e e me amar!!!
Não venha até aqui em busca de colo ou consolo,
pois isso não lhe darei!
Quero teu ser, teu sexo,
teu prazer e o meu juntos,
unidos, em uníssono!
Mas não espere de mim dependência,
submissão ou auto-negação do que sou...
da minha fera interior,
da minha lilith, da minha deusa,
da minha hécate, da minha essência...
Pois esse eu meu já morreu,
Aquela parte de mim que apenas dava,
sem nada pedir, sem nada receber,
que se negava em prol de outrém,
que se apiedava da própria vidinha miserável,
que se culpava pelos fracassos alheios,
Essa mulher morreu!!!
Morreu ontem...
Aqui e a partir de hoje me tens assim:
Lilith, Kali, Ishtar, Afrodite,
Perséfone, Hécate,
deusa e fera, frágil e bela,
forte, vida e morte,
Voraz e ávida, dando a dádiva,
Cobrando o culto e a adoração!
Se você estiver disposto,
venha a mim, me adorar!!!
Se não, fique aí!
Não, não venha, não!
(08/11/2004)
Luxúria
Ontem à noite, ela veio até mim,
envolta em brumas e mistérios,
os cabelos revoltos, tão bela e feroz,
Em sua nudez exuberante, completamente voraz.
Ela me tocou e incendiou minha imaginação,
meu corpo e meu espírito.
Então me desnudou com ternura e fúria,
Me beijando e acariciando com lascívia,
nos meus pontos mais secretos e sensíveis.
Perguntei-lhe o seu nome.
E ela, me beijando, respondeu: Luxúria.
Ao ouvi-lo, um arrepio de prazer
inundou todo meu ser,
e me entreguei à sua fúria
e loucura, ao total deleite e delírio.
Pois a luxúria não aceita um não como resposta
e jamais se permite ser negada e esquecida.
E ontem me entreguei a ela,
sem culpa ou vergonha.
Luxúria, que me faz completa,
Luxúria, que me transforma de mulher em deusa!
(28/12/04)
Femme
O teu corpo sensual, pelo fino vestido
velado... ou revelado?
Traz à minha mente cheiros, sons,
desejos e imagens...
Os meus sentidos aguçados,
pelo farfalhar suave da saia,
pelo roçar erótico de tuas coxas ao andar,
pela ousadia dos teus lábios entreabertos, a me chamar,
pela maciez sedutora da tua pele,
pelas sinuosidades misteriosas de teu corpo,
Enfim, pela tua essência de mulher,
de fêmea voraz, de amante insaciável,
de deusa do prazer!
Ai de mim, que sou meramente mortal,
e não tenho como resisitir aos teus encantos!
O que posso fazer, senão aos teus ajoelhar-me
e adorar-te com todo o fervor do meu corpo,
do meu coração e do meu espírito?
O que posso desejar, além de ter a dádiva
de um olhar teu, de um beijo teu,
da tua simples e inebriante presença?
Nada, sem ti eu não sou nada,
sem ti, ó Deusa, eu não vivo...
Sei que é demais pensar que vais me amar!
Não ouso imaginar que ficarías comigo,
ó grande Deusa, arquétipo feminino de todos os tempos!
Mas concede-me a graça de um toque teu ao menos,
um único beijo, que para sempre será lembrado!
(25/01/2005)
Devassa
Olhe para mim,
Deixe seus sentidos aflorarem...
Se solte, não se reprima.
Sinta o seu coração batendo mais rápido,
sinta a excitação crescendo dentro de você,
lhe deixando em estado de euforia e êxtase,
Sinta o toque aveludado da minha pele,
e os teus dedos trêmulos a percorrer meu corpo...
Beije minha boca rubra como sangue,
Promessa de volúpia, deleite e coisas proibidas,
Deixe-se ousar sentir essas delícias!!!
Perca-se em minhas carícias...
Entregue-se à devassidão!
Pois eu sou a deusa do prazer,
aquela que jamais aceita um não!
Renda-se e entregue-se a mim,
Beije e idolatre meus pés,
arranhe minhas pernas,
beije o meu umbigo,
acaricie as auréolas dos meus mamilos e,
em êxtase e adoração,
penetre o portal sagrado
e sorva o inebriante néctar do prazer,
que se esconde dentro do meu ser...
Me dê todo o prazer do mundo!!!
Faça-me gozar, e goze junto de mim.
Regozija-te,
pois neste momento,
sou tua devassa, enfim!
(16/02/2005)
Fera
Venha,
renda-se ao meu chamado
de gata no cio!
Pois eu sou pantera
e, aqui e agora, sou tua fera.
Eu rujo e arranho teu corpo, não mio!
Venha, se ousar brincar com fogo!
Saiba que, se saíres vivo,
Estarás, no mínimo, queimado!
Venha, eu quero te ter...
Dentro, fora, embaixo e sobre mim!!!
Venha, jamais provaste algo assim...
Renda-se a mim..
Sucumba ao delírio, à paixão,
E ao tesão da devassidão!!!
Venha, percorra meu corpo,
brinque comigo,
descubra os meus mistérios,
sacie tua vontade,
para então eu saciar a minha fome,
a minha sede e a minha luxúria.
Deixe-me te envolver com o abraço
das minhas coxas,
Quero gozar contigo,
quero me diluir em ti.
Quero te devorar,
sentir teu cheiro, teu gosto,
teu sal, teu suor, teu gôzo!
Venha, seja meu!
Sou tua pantera, tua fera!
Entrega-te ao meu êxtase animal:
Eu dilacero com prazer as tuas carnes
e me banho em teu sangue.
Me banqueteio com teu corpo exausto, exangue.
Viu?
Eu disse que era tua fera!
Sabias os riscos de copular com uma pantera,
com uma devassa, que é o que sou!!!
(03/03/2005)
Devassidão
Viva a devassidão da alma,
da mente, do corpo!!!
Viva a devassidão total!
Viva a devassidão de todos nós,
em grupos ou a sós!
Que o deleite e o desejo se fundam
no delírio devasso das noites em claro...
Que os corpos ardentes,
tenham sonhos molhados e
prazeres sem limites...
E viva a devassidão!
Solte sua imaginação
e entregue-se ao seu próprio instinto,
seu ser primordial,
devasso e sem igual.
Liberte-se do medo
e entregue-se à libido!
(07/03/2005)
Sagrado desejo
O desejo sagrado
percorre o meu corpo imaculado...
Tremo, ao descobrir o prazer
em minhas entranhas.
Sinto coisas estranhas:
Pensamentos impuros,
sentimentos devassos,
meus mamilos túrgidos,
como figos maduros...
Um frenesi de prazer,
inunda meu ser,
quando toco entre minhas pernas,
adentrando minha gruta secreta,
e explorando o meu ponto G...
Em transe, meu corpo se excita,
se move, se contorce, se agita,
numa explosão de prazer
e êxtase divino!!!
(Thais Drimel - 15/04/2005)
O beijo
O beijo,
ah, o beijo,
doce e quente,
suave e, ao mesmo tempo, forte, ardente,
cheio de paixão e tesão...
Ah, o beijo!
Nossos lábios
entreabertos, se tocam,
nossas línguas se unem,
numa dança de volúpia
e entrega ao proibido...
Nós duas, como se fossemos
uma só, a beijar sua propria imagem,
no espelho da vida refletida...
Os outros, aqueles tolos,
que não sabem viver direito a vida,
nos olham, estupefatos,
num misto de incompreensão e frustação.
Pois eles, que se acham os certos,
tem medo de beijar alguem do mesmo sexo,
têm vontade de estar aqui,
entre nós duas,
como se tivéssemos que
realizar as fantasias suas.
E ficamos nós, aqui, no meio da rua,
no meio de nossa própria dimensão,
onde o amor não pede permissão,
e escolhe qualquer um, qualquer sexo,
para ser seu par...
e aqui, onde estamos,
nos beijamos,
sem nos importarmos,
se estamos chocando alguns,
alegrando outros,
causando inveja e vergonha a outros tantos.
Nada nos importa, neste mundo careta,
que insiste em dizer que ser hetero é certo.
Nada nos importa,
além do longo e delicioso beijo que nos damos!
(05/05/05)